Dentição Decídua (Do nascimento aos 6 anos)
| A erupção dos primeiros dentes decíduos, os Incisivos Centrais inferiores, pode ser esperada em redor dos 7 meses de idade, imediatamente a seguir os Incisivos Centrais superiores e depois os Incisivos laterais. Há relatos de crianças que já nascem com os Incisivos Centrais. Diz a história que Robespiare nasceu com dentes... Aos quatro anos a criança deverá estar com todos os dentes de leite erupcionados. Dentição decídua completa, que permanece assim até os 6 anos, quando nasce o primeiro molar permanente, e inicia-se a dentição mista. Antes dos 6 anos observam-se dois aspectos importantes: a presença de Diastemas dos Primatas e os diastemas que se abrem entre os Incisivos decíduos. Estes dois assuntos serão descritos em separado. |
| O "Diastema dos Primatas" é maior na arcada inferior do que na superior Outros espaços (diastemas) iniciam-se a aparecer, a partir dos 5 anos de idade, entre os Incisivos decíduos, tanto inferiores quanto superiores. Estes espaços são proverbiais, pois os Incisivos Permanentes que irão substituí-los tem diâmetro mésio-distal maior. Graças a estes diastemas eles encontram lugar nas arcadas para erupcionarem. Uma criança com 6 anos que não apresenta estes diastemas, entre os Incisivos e que também não tem os Diastemas dos Primatas, muito provavelmente terá problemas de falta de espaço na mudança dos dentes. |
ESCLARECIMENTO: Os diastemas que se formam entre os Incisivos decíduos, a partir dos 5 anos de idade, são ocasionados pelo crescimento transversal do maxilar superior (maxila), na sutura palatina.
Na imagem aparecem flechinhas com a intenção de chamar a atenção para a abertura destes diastemas.
Entenda-se que este movimento não é ocasionado por deslocamento para frente (protrusão) dos Incisivos e sim em movimento transversal, que não se pode evidenciar nesta imagem.
Dentifrícios

A História do Creme Dental
O desenvolvimento das pastas de dentes iniciou-se por volta dos anos 300/500 AC nas antigas China e Índia. De acordo com a história chinesa, um homem chamado Huang-ti foi o primeiro a estudar os cuidados com os dentes.
Durante os anos 3000/500 AC, os povos egípcios elaboravam a pasta de dentes misturando cinzas de ossos de boi, pó de arroz e cascas de ovos queimados. Achados posteriores mostraram que todos esses ingredientes deveriam ser misturados em conjunto, poréms não especificavam como deveria ser utilizado o pó obtido dessa mistura. Supõe-se que os antigos egípcios utilizavam seus dedos para esfregar esta mistura em seus dentes.
Relatos da antiga Índia, China e Egito mostraram que os gregos e romanos foram os povos que desenvolveram e aperfeiçoaram o creme dental. Foram estas civilizações também quem desenvolveram os primeiros instrumentos para a extração de dentes e foram também os primeiros a “amarrar” dentes perdidos juntamente aos dentes artificiais através de fios de ouro.
Com a queda do império romano, a evolução e desenvolvimento do creme dental tornou-se obscuro e pouco se conhece sobre as mudanças ocorridas após a chegada de cristo até o ano 1000 DC.
Alguns achados mostram que a civilização persa também desenvolvel o creme dental. Outras receitas persas incluíam partes de animais secos (em pó), ervas, mel e minerais.
A pasta de dentes ou dentifrício foi inicialmente desenvolvida na Inglaterra no fim do século 18. Era apresentada em um pote de cerâmica, podendo vir em forma de pó ou em forma de pasta. Os ricos aplicavam na escova, enquanto a população pobre utilizava os dedos.
Os pós eram desenvolvidos pelos doutores, dentistas e químicos e freqüentemente continham ingredientes que eram ligeiramente abrasivos e nocivos aos dentes, como por exemplo pó de tijolo e porcelana.
Para torná-la mais agradável, adicionava-se glicerina em sua composição. No início do século 19, o ingrediente estrôncio foi introduzido. Foi utilizado inicialmente para fortalecer os dentes e diminuir a sensibilidade. Posteriormente, o pó de bórax foi usado para dar a consistência de gel.
Antes da segunda grande guerra, a maioria dos cremes dentais utilizavam sabões como agente emulsificante. Todavia, após a guerra, o desenvolvimento do lauril sulfato de sódio pôs fim ao uso dos saponáceos nos cremes dentais.
Hoje a composição agrega substâncias com Zinco, Gantrez e Arginina, que tem como principal função diminuir a adesão de placa bacteriana e ainda diminuir a sensibilidade, contando ainda com uma concentração mínima de Fluoreto de sódio preconizada pela OMS.
Mickaela Lindermann
Clareamento

São muitos os mitos que giram em torno do clareamento dos dentes. Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário esperar que os dentes estejam manchados ou escuros demais para optar por um tratamento de clareamento. “O clareamento é recomendado para todo paciente insatisfeito com a cor de seus dentes.”
Eficácia – Existem vários tipos de tratamento para clarear os dentes, porém, em alguns casos, as manchas podem ser removidas somente com profilaxia. De qualquer maneira, a alteração da cor do dente só se consegue com clareamento.
Não existem tratamentos mais ou menos eficazes. Na verdade todos os tipos de clareamento seguem o mesmo princípio: a ação de um gel (peróxido de hidrogênio ou carbamida) em diferentes concentrações, que libera oxigênio, e este altera a cor do dente.
Método – O gel não é abrasivo nem enfraquece os dentes. Quanto maior a sua concentração, mais rápido pode ser o clareamento. Concentrações acima de 20% só podem ser feitas em consultório. O gel nessas concentrações queima as mucosas e necessita cuidados especiais.
Existe também o clareamento caseiro feito com gel de 3,5 a 20% e moldeiras de silicone. Para apresentar resultados, o tratamento caseiro demora 15 dias e o uso do gel e da moldeira varia de 1 a 6 horas por dia. Os tratamentos feitos em consultório exigem pelo menos 2 sessões de cerca de 1h30 a 2 horas e o gel é ativado por uma fonte de luz (LED, Laser ou associação dos dois).
Não existe tratamento em sessão única. É só estratégia de marketing.
Resultado – O resultado é subjetivo. Cada paciente responde ao tratamento de forma diferente. Não é possível prever ou afirmar quantos tons o dente vai clarear. Depende da resposta biológica de cada um. O efeito do tratamento dura de 2 a 3 anos. Na literatura, 43% dos casos ficam estáveis por mais de 5 anos.
Resultado – O resultado é subjetivo. Cada paciente responde ao tratamento de forma diferente. Não é possível prever ou afirmar quantos tons o dente vai clarear. Depende da resposta biológica de cada um. O efeito do tratamento dura de 2 a 3 anos. Na literatura, 43% dos casos ficam estáveis por mais de 5 anos.
Alimentação – Recomenda-se evitar alimentos pigmentados durante o tratamento. No tratamento caseiro é melhor esperar pelo menos duas horas de intervalo para ingerir alimentos como café e refrigerante, por exemplo, para dar tempo de o dente hidratar.
Preço – Um tratamento caseiro custa de R$500,00 a R$1000,00. Em consultório o preço varia de R$ 700,00 a R$2500,00. O preço varia de acordo com o local e nível do consultório além do aparelho utilizado para ativação dos géis. Esses aparelhos variam de R$1000,00 a US$14 mil.
Câncer – O maior de todos os mitos é o fato dos peróxidos serempotencializadores de tumores. Na verdade são, porém em concentração acima de 50%. Utilizamos 35% e sem contato nenhum com tecidos moles ou mucosas. Não há relatos de problemas sistêmicos associados a tratamentos clareadores.
Muitas pessoas podem pensar que a terapia de clareamento dental é somente um tratamento cosmético ou estético, sem nenhum benefício à saúde pois parte-se do princípio de que não trata uma doença pré-existente, já que a cor ligeiramente amarelada dos pacientes é fisiologicamente natural. Partindo-se de uma visão ampla do conceito de saúde, sugerido pela OMS (Organização Mundial de Saúde), e definido por: "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade", pode-se concluir que as terapias de clareamento dental melhoram significativamente a auto-estima das pessoas, aumentam o bem estar e social e complementam beneficamente outros procedimentos estéticos.
Exame da conexão boca-corpo
Há bastante tempo os dentistas sabem que existe uma forte relação entre a saúde bucal e a saúde geral. Por exemplo, tabaco, álcool e drogas ilícitas não afetam apenas a saúde geral, mas também a saúde bucal. Pessoas que sofrem de boca seca, seja por idade, doença ou medicações, correm risco maior de cárie dentária. E se você tiver sensibilidade na boca ou não conseguir se alimentar adequadamente, você não obterá a nutrição que seu corpo precisa para permanecer saudável.
A boca é frequentemente examinada para diagnosticar, fazer um prognóstico, tratar e intervir numa série de doenças. A saúde bucal deve ser considerada uma parte importante da saúde geral, mas os cientistas ainda estudam o quanto as duas estão conectadas.
Por exemplo, alguns pesquisadores verificaram que a doença periodontal está associada com doença cardiovascular, derrame e pneumonia bacteriana. Outras pesquisas mostraram que mulheres grávidas com doença periodontal podem estar em risco aumentado de ter bebês prematuros, com baixo peso ao nascimento, ou ambos.
Embora relatos sugiram que a doença periodontal possa contribuir com essas condições, deve-se observar que, apenas porque as duas condições ocorrem ao mesmo tempo, uma não necessariamente causa a outra.
Cientistas estão examinando o que acontece quando a doença periodontal é tratada em pessoas que têm outros problemas de saúde. Duas condições que ocorrem concomitantemente podem ser causadas por um terceiro fator. Pessoas que fumam ou usam álcool estão em risco aumentado de doença periodontal e outras condições, por exemplo câncer bucal.
O que isso significa para os pacientes odontológicos? Dada a potencial ligação entre doença periodontal e problemas sistêmicos de saúde, a prevenção da doença pode se mostrar um passo importante na manutenção da saúde geral. Na maioria dos casos, isso pode ser feito com boa higiene bucal diária (escovação mais uso de fio dental) e visitas regulares ao dentista.
Informe seu dentista sobre alterações na sua saúde geral, incluindo doenças recentes ou crônicas. Forneça um histórico de saúde atualizado incluindo o uso de medicação, tanto prescrita como sem prescrição. E, se você fuma, converse com seu dentista sobre as opções para abandonar o hábito.
Fonte: ADA- Associação Dental Americana
Costumo comentar com meus paciente, - A boca parece não fazer parte do corpo! Principalmente por ficar na maioria das vezes em último plano. Muitos pacientes procuram tratamento quando tem dor, mas na verdade a dor é um sinal de problemas, e se a pessoa fizesse acompanhamento regular evitaria uma restauração , tratamento de canal, extração. Mas, na realidade de nosso país, que vem mudando aos passos de tartaruga, ainda se foca numa odontologia curativa e não preventiva, acredito ser mais uma questão cultural mesmo, pois hábitos mudamos apenas quando queremos!
A melhor prevenção= Escova + Fio Dental, e Visitar o Dentista Regularmente (A cada Seis Meses)
Dra. Mickaela Lindermann